Não importa as circunstâncias que a vida te coloca, você vai ralando a pele pelo canto do muro deixando as marcas de sangue, vai se escondendo debaixo de livros, de cobertores e da própria pele. Você foge de você mesmo e sabe disso, porque é um exagero estúpido aos próprios olhos. Você vai fingir, e fugindo do que sabe que vai encontrar, ou não. Tudo é uma questão e nem sempre se obtém respostas concretas, algumas aparecem mas cheias de incertezas. Uma hora correr não será mais abrigo e você terá que encarar todos os cortes, todas as palavras que escondidas amontoam-se dentro do teu peito escroto e frágil. Um por um, seus medos virão à superfície e não haverá maneira de afogá-los como fizestes algum dia. Um dia, pelo menos, não terás abrigo porque todo mundo precisa de solidão, de dor e náuseas. Você vai chorar sem cair uma lágrima, vai pensar que tudo que havia dentro secou, seu peito vai se rasgar inteiro, você vai estar em pedaços e não haverá ninguém pra juntar os cacos a não ser você mesmo. Você vai pensar que o mundo é realmente uma bosta e que não passas de um nada. Lembrará de tudo o que já lhe disseram e não cumpriram (vale ressaltar das palavras que você proferiu, das promessas quebradas antes mesmo de serem prometidas), você vai precisar de um colo, apenas um, e não vai ter. Vai se perder por muito tempo durante uma noite, e certas vezes uma única noite (ou mais) vale por mil dias. Logo, poderás entender que só você pode se salvar, vai se encontrar em meio aos pedaços que sobraram, nos remendos e lágrimas. E isso acontece (quase) o tempo todo.
- Anastasia: Eu não posso imaginar minha vida sem você, Christian!
- Eu te amo tanto que me assusta.
- Christian: Eu também. Minha vida seria vazia sem você. Eu te amo tanto.
- Eu nunca vou deixá-la ir.
- Anastasia: Eu não quero ir nunca.
Ele é só um cara. E você já esqueceu outros caras antes.
— (via meu-mundo-obscuro11)
A verdade é que palavras bonitas se tornam descartáveis perto das atitudes estúpidas.
— Kurt Cobain (via m-alicioso)
Amor não acaba. Filmes acabam, balas acabam, dias acabam, beijos acabam, noites acabam, chocolate acaba, o assunto acaba, a paciência acaba, a vontade acaba - desejo diminui. Mas o amor não. Ele entre em coma, fica fraco, doente e, se for o caso, morre. Amor não é um sentimento, um fato, um objeto. Amor é uma vida, é algo que sai da compreensão humana, científica, racional. Amor não começa e acaba. Amor nasce e morre.
— Anônimo. (via torn-papers)
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